segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Carlos Eduardo conta com oposição local do PMDB para apoiar projeto de chegar ao governo em 2018.

Fonte:Thaisa Galvão
Em entrevista ao Blog em dezembro, poucos dias antes de tomar posse para o quarto mandato de prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT) declarou: vai cumprir todo o mandato e uma disputa para o governo não o faz perder o sono.
O nome de Carlos Eduardo hoje é o queridinho da oposição ao atual governo, para ser o candidato a governador do Rio Grande do Norte.
Mas…Carlos sabe que precisa muito mais do que ser queridinho.

Talvez por isso, mesmo trabalhando a estadualização de seu nome, como fez ontem ao reunir vereadores do PDT de todo o RN, tem demonstrado intenção de cumprir todo o mandato.
E o que pode estar por trás desse cuidado extra do prefeito quando o assunto é 2018?
O Brasil hoje é uma verdadeira chaleira em ebulição.

O que acontece em um dia não tem validade, muitas vezes, nem de 24 horas.

E para ser candidato a governador, o prefeito terá que renunciar, sem chance de voltar à Prefeitura, até o dia 7 de abril, seis meses antes da eleição de 7 de outubro.
Para isso teria que ter muita certeza de que nada poderia atropelar sua candidatura.

E ter apoios necessários para garantir a trilha mais tranquila até a chegada às urnas.
Hoje o maior aliado do prefeito Carlos Eduardo é o PMDB.

PMDB do ex-deputado Henrique Alves, do senador Garibaldi Filho e do deputado Walter Alves.

PMDB que não falará a mesma língua do PDT de Carlos Eduardo no cenário nacional, já que tem o ex-deputado cearense Ciro Gomes como candidato a presidente.

Ciro que, em seus discursos de oposição, diz que o presidente Michel Temer é ‘chefe de quadrilha’.
Temer é PMDB e tem Garibaldi e Henrique como aliados fiéis…
Mas, como mesmo diz Garibaldi, o cenário local sempre se sobrepõe…acenando para o apoio ao nome de Carlos Eduardo.
Sem o PMDB, Carlos Eduardo disputaria o governo?
Em 2002 a então prefeita de Natal, Wilma de Faria, renunciou à Prefeitura e, com apenas 2% nas pesquisas para o governo, pegou a estrada, desbravou o Rio Grande do Norte e se elegeu governadora.

O caso de Wilma, a Guerreira, está aí para contar a história.
Tudo isso deve passar no filminho político do prefeito, que prefere hoje dizer que uma candidatura ao governo não lhe tira o sono e que cumprirá todo o mandato na prefeitura.



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