segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sul do Piauí ameaçado pela extração de gás mortal.

Fonte:portalai5.com
Por Tânia Martins.


O pobre rico Piauí está prestes a sofrer um dos maiores golpes da sua história caso a Mineradora Ouro Preto Óleo e Gás comece a explorar o Gás Metano. O Gás será extraído das profundezas das rochas do Aquífero Poti-Piauí, datadas de 540 milhões de ano. A licença ambiental concedida pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado-SEMAR, está prevista para ser emitida após a realização das Audiências Públicas obrigatórias que vão ocorrer nos próximos dias 14 e 16 em Baixa Grande do Ribeiro e Floriano, Sul do Piauí

No primeiro momento a mineradora vai dar continuidade às pesquisas sísmicas iniciadas em 2013 e vai perfurar, de cara, 46 poços, mas logo podem ampliar para centenas. Devido ao método que utilizam – Fracking, popularizado como Gás de Xisto – a contaminação das águas, do solo, do ar e dos alimentos são inevitáveis. Os gasodutos e poços serão instalados nos municípios de Amarante, Arraial, Cajazeiras, Floriano, Francisco Ayres, Nazaré do Piaui, Oeiras, Regeneração, São Francisco do Piauí, Canavieira, Landri Sales, Sebastião Leal, Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves.

O cobiçado gás está preso no Aquífero Poti-Piauí, para retirá-lo já foi provado que o risco de poluição é alto, ou seja, é certa a contaminação da região por metano! No caso, quem está no caminho do gás vai padecer vendo sua água envenenada. Por lá estão os rios Balsas, rio Uruçui Preto, rio Gurguéia, rio Canindé e rio Parnaíba emoldurados pelos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, que por sua vez abrigam uma diversidade de espécies da fauna e flora.

E o bicho homem? Pensaram que ele também está no meio do caminho? Na região eles são em milhares, a maioria pobre; provavelmente beberão água com metano até a morte. E para provar que as leis são de fachadas, nos trechos estão fincados 11 territórios Quilombolas e uma infinidade de Sítios Arqueológicos.

A Rede Ambiental do Piauí-REAPI, com apoio da COESUS- Colizão Não Fracking Brasil e da Campanha Climática da 350. org. está mobilizando o Ministério Público para enfrentar o problema abrindo uma discussão com a sociedade.

Segundo Juliano Bueno, Coordenador COESUS – Colizão Não Fracking Brasil e da Campanha Climática da 350. org. na extração do gás são usados mais de 720 produtos químicos, muitos deles radioativos e cancerígenos.

O que é Fracking?

O fracking – fraturamento hidráulico – é uma técnica destrutiva de extração do gás metano aprisionado em microbolhas no subsolo, num tipo de rocha chamada folhelho pirobetuminoso. Para sua extração, milhões de litros de água, misturados com areia e mais de 720 produtos químicos contaminantes, pelo menos uma dúzia deles cancerígenos e até radioativos, são injetados no subsolo sob alta pressão, fraturando a rocha.

A vida média de cada poço é de um ano e meio a três, restando após, na área, tão somente deserto radioativo irrecuperável. Os milhões de litros de água contaminados perdem-se, parte no subsolo, parte em piscinas a céu aberto, contaminando os lençóis freáticos e os aquíferos e o solo e deixando de atender a consumos nobres, como seriam o abastecimento humano, a dessedentação de animais, a pesca, a agricultura, a indústria e o lazer.

Somente parte do metano liberado pelo fraturamento hidráulico – fracking – é aproveitado, permanecendo o restante livre, tornando água e solo passíveis de incêndios, contaminando o ar e prejudicando a saúde humana e o meio ambiente.

Se não fosse o bastante, o gás liberado contribui para o aquecimento global e para as mudanças climáticas, que põe em risco a sobrevivência de todas as formas de vida, inclusive a humana.
     
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