sexta-feira, 5 de maio de 2017

Lava Jato pode acabar com sonho de diversos presidenciáveis Muitos dos principais nomes que podem disputar eleição presidencial em 2018 estão envolvidos em inquéritos na Lava Jato.  Ex-presidente é um dos principais acusados.

Fonte:br.blastingnede.


Com a eleição presidencial ficando cada vez mais perto, diversos nomes da política nacional vislumbram ocupando o cargo de chefe do Executivo. Porém, a Lava Jato pode acabar com o sonho de alguns desses presidenciáveis. Isso porque, diversos deles, já foram citados ou respondem a inquéritos que tramitam no âmbito da Operação. Lula, três tucanos em potencial, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra, e o impopular Michel Temer se veem, vira e mexe, envolvidos em alguma acusação por parte dos delatores.

O caso do ex-presidente Lula é o mais simples, porém, também o mais complicado. O petista já declarou claramente suas intenções em ser candidato ao cargo que já ocupou por 8 anos. Em meio a diversas acusações, o ex-presidente não pode ser condenado por um colegiado até as eleições. Caso isso ocorra, ele cairia na lei da ficha suja, pois teria sido condenado em segunda instância e ficaria inelegível.

A situação dos três tucanos é mais complexa do que a do petista. Os três já articularam nos bastidores do partido para serem o candidato do PSDB nas eleições de 2018. José Serra já é dado como carta fora do baralho, inclusive, nem na última pesquisa Datafolha ele apareceu. Aécio e Alckmin disputam a preferência interna no partido. Enquanto o senador é o presidente nacional do PSDB, Alckmin comanda a ala de São Paulo, a mais forte entre todas. Ambos vivem em um braço de ferro constante. Contra os dois, pesam acusações, porém, Neves aparece em desvantagem. Na lista do Fachin, ele aparece na liderança, com cinco inquéritos abertos contra si.

Michel Temer é um caso a parte nesse cenário político. Tudo aparece contra o peemedebista. Temer já foi acusado por delatores, possui uma popularidade pífia, sua taxa de rejeição é 19% maior do que a do segundo colocado, segundo o Datafolha, e não dá pinta de que irá disputar a eleição presidencial no momento. Porém, caso o PMDB queira se deslocar da sombra petista nas eleições presidenciais, vide ter sido vice de Dilma nas últimas duas eleições, o único nome do partido no momento seria o dele. Antes de estourar o esquema de corrupção do PMDB no Rio de Janeiro, que culminou com a prisão de Sérgio Cabral, Eduardo Paes era visto como um possível candidato, mas esse cenário agora parece mais improvável.

Acusações

Lula é réu em três processos na Lava Jato: obstrução à Justiça, no caso de ter, supostamente, tentado impedir o acordo de delação premiada de Nestor Cerveró. Corrupção passiva e lavagem de dinheiro no famoso caso do triplex do Guarujá. Por fim, também por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por ser, possivelmente, o "responsável por comandar uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar" envolvendo contratos da Petrobras e Odebrecht.

Aécio responde a cinco inquéritos na Lava Jato. O senador é acusado de receber propina em troca de apoio em obras em usinas. Também é acusado, enquanto governador, em 2007, de ter formado um "cartel de empreiteiras" para construir a Cidade Administrativa. Pedido de repasse de doação para a campanha ao governo de Minas de Antonio Anastasia. O quarto inquérito trata de repassa ilegal à campanha de Aécio em 2014. Por fim, repasse ilegal para campanha novamente de Anastasia ao Senado em 2014 e Pimenta Veiga ao governo de Minas no mesmo ano.

Já Alckmin é acusado de receber propina, no valor de R$ 10,7 milhões, em dinheiro vivo, por meio de seu cunhado. O trâmite era feito para que a Odebrecht fosse favorecida em obras do governo de São Paulo.

Serra é acusado de receber propina para a campanha, em 2004, para prefeito de São Paulo, e 2006 para governador do Estado. Na campanha de 2010, ele teria recebido propina no valor de R$ 23 milhões.

A Constituição não permite que o presidente seja investigado por atos anteriores ao mandato, por essa razão, Temer não teve inquérito aberto contra si, porém, não impede de ter sido citado. O peemedebista é citado por seis delatores por ter participado de um jantar que definiu propina para financiamento de campanha em 2014 no valor de R$ 10 milhões. Outros dois delatores dizem que Temer esteve, em 2010, em reunião para fechar propina no valor de US$ 40 milhões ao PMDB.


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