sexta-feira, 30 de junho de 2017

Chapa com Fátima, Haroldo, Zenaide e Carlos Eduardo é articulada para 2018.

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Fonte:agorarn.
A pouco mais de um ano das eleições, grupo político encabeçado pela senadora petista conversa e planeja disputa do ano que vem.

A liderança do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) na última pesquisa Datafolha que sondou as intenções de voto para a Presidência da República aumentou as chances de consolidação de uma chapa que vem sendo articulada nos bastidores da cena política potiguar para concorrer ao Governo do Estado e às duas vagas para o Senado em 2018. As conversas estão adiantadas ao ponto de a composição de vice e suplentes já estar sendo costurada.

Segundo informações obtidas pela reportagem do Portal Agora RN/Agora Jornal, os diálogos apontam para a candidatura da senadora Fátima Bezerra (PT) ao Governo do Estado.

Rompida com o governador Robinson Faria (PSD) desde abril do ano passado, a petista tem a seu favor o fato de ter o mandato de senadora válido até 2022. Ou seja, se postular ao cargo de chefe do Executivo estadual não lhe ofereceria riscos. Em caso de derrota, Fátima voltaria para o exercício do cargo no Congresso Nacional.

Além disso, por ser filiada histórica do PT, Fátima iniciaria a campanha beneficiada com o capital eleitoral de uma eventual candidatura de Lula, não obstante as denúncias contra o ex-presidente no âmbito da operação Lava Jato. No Nordeste, contudo, Lula ainda ostenta popularidade.

As articulações caminham, ainda, para que Fátima tenha como companheiro de chapa o empresário Haroldo Azevedo, controlador de grupo homônimo que atua nos setores de construção civil, hotelaria e radiodifusão. A presença de Haroldo na mesma cédula de votação da petista serviria para satisfazer os interesses do empresariado local, que flerta com outros nomes para uma disputa ao Executivo no ano que vem.

A estratégia de contar com Haroldo Azevedo como candidato a vice-governador atenderia à exigência de lideranças do setor produtivo por “gestores” na administração pública. Em matéria publicada em maio, a reportagem do Portal Agora RN/Agora Jornal chamou a atenção para este fenômeno e para o destaque cada vez maior dado aos “outsiders” empresariais na política, gestores de instituições privadas que resolveram disputar cargos públicos.

A composição vem sendo considerada por analistas políticos com grande potencial competitivo, haja vista que abrangeria duas agendas com forte capital eleitoral: a questão social, com Fátima, e a eficiência econômica, com Haroldo, tido como empresário de sucesso.

O avanço das negociações da chapa contempla também candidaturas ao Senado Federal. Em 2018, a renovação será de duas das três cadeiras ocupadas por potiguares: se encerram os mandatos de Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM). Com isso, dois nomes são atualmente ventilados para concorrerem aos postos.

O primeiro é o da atual deputada federal Zenaide Maia (PR). Destaque na bancada potiguar por defender quase isoladamente pautas mais progressistas, além de atuar contra as reformas trabalhista e previdenciária, a ex-primeira-dama do município de São Gonçalo do Amarante deve concorrer ao Senado por abdicar espaço na Câmara para que o irmão, João Maia (PR), tente retornar ao posto que ocupava até 2014, quando concorreu a vice-governador na chapa com Henrique Eduardo Alves (PMDB) e perdeu.

A parlamentar ainda cumpre suspensão aplicada pela executiva nacional do seu partido por votar contra, desobedecendo a orientação do comando da legenda, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita os gastos públicos. Com o ambiente hostil no PR, a deputada tem recebido convites de outras siglas partidárias e deve concorrer ao Senado por outra agremiação. Entre os principais candidatos está o PMB, que é liderado no Rio Grande do Norte pelo presidente da Câmara de São Gonçalo do Amarante, Raimundo Mendes.

O primeiro suplente de Zenaide, segundo as discussões, também já está prestes a ser definido: trata-se do empresário Paulo de Paula, ex-proprietário da Universidade Potiguar (UnP) e atual diretor do Instituto Tecnológico Brasileiro (ITB). Aqui, mais uma vez, o plano seria conceber uma chapa que tivesse apelo junto tanto à classe empresarial quanto à população mais carente da intervenção do Estado.

Na mesma costura caberia ainda o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), como o segundo candidato a senador. A acomodação do pedetista seria uma alternativa ao projeto de candidatura a governador de Carlos Eduardo, considerado cada vez mais distante com o recente desgaste político-administrativo experimentado pelo gestor da capital potiguar.

Com uma candidatura majoritária considerada “menos complexa”, no caso a do Senado, o prefeito de Natal teria mais chances de êxito, interpretam estudiosos da cena política. Ao seu favor, contam a experiência administrativa de já estar no quarto mandato de prefeito de Natal e consequente potencial eleitoral.

O companheiro de chapa do prefeito na disputa para o Senado seria o empresário Marcelo Queiroz (PMDB), atual presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio). Cotado para ser candidato a vice-prefeito nas eleições de 2016, na qual acabou preterido pelo também peemedebista Álvaro Dias, Marcelo Queiroz, pelo seu trânsito junto à classe empresarial, comporia a “chapa perfeita”.


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